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História da Hipertrofia: Creio Que Não te Contaram!

  • Foto do escritor: Blog Prof. Wellington Lunz
    Blog Prof. Wellington Lunz
  • 4 de mar. de 2024
  • 11 min de leitura

Atualizado: 17 de dez. de 2025

Resumo: embora o ser humano reconheça há milênios a hipertrofia e atrofia, a ciência só começou a estudá-las sistematicamente no século XIX. Primeiro com Rudolf Virchow (1858). Depois, B. Morpurgo (1897) demonstrou pela primeira vez a hipertrofia induzida por exercício. Mas somente na década de 1970 surgiram as primeiras evidências diretas em humanos. Se você é desses que não se contenta com saberes superficiais, esse post é para você.


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Prof. Dr. Wellington Lunz - Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

Num post anterior eu expliquei (e compliquei) o conceito de hipertrofia (aqui). Lá também falei da origem da palavra hipertrofia. Hoje quero falar sobre a história científica da hipertrofia muscular esquelética.

Era para ser um texto curtinho, mas foram surgindo coisas legais demais para ficarem de fora. Então, aperte seu botão 'coragem' e siga comigo.

Antes, devo alertar que ‘hipertrofia muscular esquelética’ não é a mesma coisa que ‘hipertrofia’ ou ‘hipertrofia muscular’.

‘Hipertrofia’ pode ocorrer em qualquer tecido; e ‘hipertrofia muscular’ pode ocorrer em qualquer músculo (ex: liso, cardíaco e esquelético).

Vou enfatizar a história científica, o que não significa que antes não se tinha conhecimento do fenômeno. A diferença é que a ciência busca compreender os mecanismos, e uma consequência disso é a produção de conhecimentos refinados, o que permite ações muito mais eficientes. 

Aliás, tenho um post que trata de eficiência: Como Treinar Com Eficiência? Treinar Muito Não É Treinar Certo.

Por exemplo, sabe-se há milênios (muito antes da ciência) que a chuva e o sol são importantes para a agricultura. Mas esse saber não responde perguntas como: Quanto de chuva? É o fenômeno 'chuva' ou é a água da chuva? Pois e se for a água, pode vir de qualquer fonte, não precisa cair do céu.

E quanto de sol? O que vem exatamente do sol? A "dose" é igual para todas as formas de agricultura?

Foi ciência que respondeu tais questões e tornou a agricultura mais eficiente. E vale para qualquer área de conhecimento.

Eu apostaria tudo que tenho de que o ser humano reconhece a hipertrofia e atrofia muscular há muiiiitos milênios. Acredito firmemente que nossos antepassados milenares eram capazes de perceber, por exemplo, que pessoas imobilizadas por ferimentos atrofiavam velozmente.

E, o oposto, aqueles envolvidos em atividades de carregar ou puxar peso eram mais musculosos.

Você já ouviu falar das cavernas de Lascaux, de Chauvet e de Cosquer? Todas na França. Somadas, elas tem centenas de artes rupestres refinadas. E essas artes foram feitas há ~18 mil e 33 mil anos. Isso mesmo! Muitos milhares de anos antes de Cristo.

A maioria das artes (desenhos) é de animais. Vários desenhos com técnica sofisticada, envolvendo delicados gradientes de cores. Me lembro de um desenho de um homem sendo retratado com a cabeça de pássaro (um homem pássaro). Ou seja, já havia representações simbólicas, subjetivas.

Depois dê uma caçada na internet. E o que isso tem a ver com hipertrofia?

Reconheço que diretamente não há qualquer relação. Mas tem a ver com inteligência e capacidade de percepção sensível. Por isso eu duvido que o ser humano não tinha inteligência e sensibilidade para perceber os fenômenos que hoje chamamos de hipertrofia e atrofia.

Bem mais adiante temos a famosa e anedótica história de Milo de Crotona (~ 500 anos a.C.). Milo foi um atleta grego. Muitos o consideram como o primeiro praticante documentado de treinamento PROGRESSIVO de força.

De acordo com a anedota, Milo carregava um bezerro recém-nascido sobre os ombros diariamente. Teria feito isso por 4 anos seguidos, até este se tornar um touro adulto. Como resultado desse treinamento com peso progressivo, teria aumentado muito sua força e massa muscular.

Depois, nas culturas greco-romana, considerando as representações artísticas que hoje temos acesso, fica claro que essa galera do passado compreendia bem a hipertrofia muscular; e, dependendo da época, a hipertrofia muscular era mais ou menos valorizada.

Mas, como eu disse, ciência é outra história. Para a ciência não é suficiente a percepção de que um fenômeno existe. E como a ciência moderna é bem recente (coisa do século 16), a compreensão da hipertrofia pelos olhos da ciência é relativamente recente.

Parece que o primeiro pesquisador que usou o conceito de hipertrofia no âmbito biológico foi o patologista alemão Rudolf Virchow (ver Roberts et al., 2023). Isso foi no ano de 1858.

Virchow, que já usava microscópio na época, publicou um estudo apontando que alguns tecidos cresciam sem aumentar o número de células (ele chamou de hipertrofia), enquanto linfonodos cresciam pelo aumento do número de células (ele chamou de hiperplasia). E essa diferenciação e nomenclatura continuam até hoje.

E parece que foi só em 1897 que surgiu o primeiro estudo científico mostrando clara relação entre exercício físico e hipertrofia muscular esquelética. Já voltarei a falar desse estudo, mas me permitam antes esclarecer algo.

Antes desse primeiro estudo, Eugen Sandow (1867-1925, foto abaixo; fonte: McArdle et al., 8ª edição), conhecido como o pai do ‘fisiculturismo’, já exibia sua vasta e bem definida musculatura no chamado teatro de variedades (gênero Vaudeville).

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Foto de Eugen Sandow, 1890.

Eugen Sandow aproveitou a fama para escrever sobre treinamento de força e alimentação, e chegou a propor máquinas de força.

Em 1889, Daniel L. Dowd (1854-1897) já anunciava e comercializava máquina de força para uso doméstico (veja a foto abaixo; fonte: McArdle et al.; 8ª edição). E é interessante ver na propaganda a palavra 'health' (saúde) associada a máquina.

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O que eu quero destacar com isso é que muito antes da ciência, o ser humano já sabia bem o que aumentava os músculos. Mas, para a ciência são necessárias evidências diretas. Não basta alguém bater no peito dizendo que é assim ou assado.

Pois além do risco de mentiras, charlatanismo ou mesmo erros honestos, há outras questões, como: Seria hipertrofia ou hiperplasia? Seria pelo treinamento ou algum efeito indireto (ex: aumento da ingestão alimentar)?

Então, volto agora à história do primeiro estudo científico. Segundo Roberts et al. (2023), foi um pesquisador chamado B. Morpurgo (em 1897) que publicou o primeiro estudo mostrando evidência direta entre exercício físico e hipertrofia (não hiperplasia) do músculo sartório.

 nutricionistas com experiência em diferentes especialidades

E parece que Morpurgo NÃO usou o clássico treinamento de força, mas sim o treino de corrida (amostra de cachorros). Morpurgo chamou de ‘work-induced hypertrophy’ (hipertrofia induzida pelo trabalho).

Como o estudo de Morpurgo envolveu corrida e cachorro, ainda deixava uma brecha para os céticos questionarem se o treinamento de força poderia causar a mesma coisa, e se seria extensível aos humanos. Ciência é assim mesmo. Não tem vergonha de questionar o que é aparentemente óbvio. E isso é uma importante qualidade da ciência.

Depois de Morpurgo teve muita gente associando indiretamente o treinamento de peso com hipertrofia, mas sem provas diretas. Veja um resumo:

>> Teve o crescimento da modalidade conhecida como fisiculturismo;

>> Teve estudo mostrando hipertrofia do músculo masseter induzida por mastigação excessiva;

>> Teve a famosa teoria da resposta trifásica ao estresse, de Hans Selye, também conhecida como “Síndrome da Adaptação Geral” (SAG), proposta na década de 1940.

A propósito, eu dei uma boa explicação sobre a SAG e sua importância na explicação da hipertrofia muscular, num post chamado Por que a hipertrofia acontece?

>> Na década de 1940 ainda tiveram os trabalhos de Thomas Delorme, criador da técnica pirâmide, que relatavam que o treinamento progressivo com peso promovia aumento do volume muscular. Mas esse volume seria hipertrofia? Ou hiperplasia? Ou retenção hídrica? Eram questões científicas ainda sem respostas inscontestáveis.

Eu fiz um vídeo bem legal (clique no tempo 0:19:48) onde, entre outras coisas, eu falo da importância de T. Delorme para a popularização do treinamento de força.

>> Na década de 1960 as coisas ficaram sofisticadas. Começaram a surgir estudos com biologia molecular (RNA e DNA), com uso de radioisótopos, com microscopia eletrônica e, mais no final, com imuno-histoquímica. Teve estudo indicando que os diâmetros de miofibras e miofibrilas eram geralmente maiores em ratos treinados comparado a ratos não treinados.

Mas apesar de toda essa sofisticação, nada foi feito relacionando ‘treinamento de força e hipertrofia muscular esquelética em humanos’.

>> Teve ainda, em 1967 o clássico estudo de Alfred L. Goldberg, que introduziu o modelo de remoção cirúrgica de músculo sinergista. Costumamos chamar de ‘ablação sinergista’.

Neste modelo corta-se o tendão (tenotomia) de um músculo da pata de roedores, o que obriga os músculos restantes a fazerem mais esforço para suportar o peso do animal. E isso gera muita hipertrofia, e muito rapidamente (em poucos dias).

Esse modelo foi uma revolução. Apesar de críticas de que não representaria bem a hipertrofia induzida por carga externa, ainda é uma técnica muito usada (com adaptações).

É sempre bom lembrar que hipertrofia também ocorre como um processo natural. Um bebê não tem células do tamanho de um adulto. Essas células aumentam com o tempo. Isso sempre fez alguns hipotetizarem que a ‘hipertrofia induzida por carga’ poderia ter mecanismos diferentes dessa hipertrofia natural.

E veja como a história é curiosa. Outro dia vi um guru desse de 7 a 8 milhões de seguidores dizendo que a hipertrofia induzida pelo treinamento de força ocorre por causa do aumento de hormônios anabólicos induzidos pelo próprio treinamento. Hoje temos absoluta convicção de que isso é uma bobagem sem tamanho.

Em 1975 (há quase 50 anos) Goldberg e Cols já haviam publicado uma bela revisão (um compilado de resultados do seu modelo de ablação), cujo os resultados deixavam claro que a hipertrofia induzida por carga não era dependente de fatores endócrinos (ex: testosterona, GH, insulina, e hormônios da tireoide).

Claro que hormônios anabólicos exógenos em grande quantidade maximizam os ganhos de massa muscular, mas a hipertrofia induzida por treinamento de força pode ocorrer sem mudança hormonal, mostrando que o mecanismo mais importante é outro (ou outros). Tudo indica que o mecanismo é a sobrecarga enfrentada pelas miofibras. Tenho vários posts sobre mecanismos da hipertrofia muscular. Seguem alguns:

Mecanismosda Hipertrofia Muscular: As Vias Moleculares (Cascata Hipertrófica)

Mas, voltando a história:

>> Teve ainda, em 1969, um estudo super sofisticado com humanos, feito por Kenneth A. Penman. Ele usou microscopia eletrônica, o que lhe permitiu investigar tamanhos de sarcômeros, de miosinas, de actinas, e a distância entre essas estruturas.

Entretanto, estranhamente, ele não mediu o tamanho do músculo e das células, e com isso ficamos sem saber se houve hipertrofia. E a amostra dele era bem pequenininha. Eram 2 pessoas por grupo (3 grupos) fazendo treinos diferentes.

No ano seguinte (1970) K. A. Penman publicou outro artigo para se redimir... O estudo envolveu novamente microscopia eletrônica em humanos. Nesse trabalho ele incluiu 3 estudantes, os quais foram submetidos a 10 semanas de um treinamento que envolvia força dinâmica e isométrica, e corrida em escada. Dessa vez ele mediu a circunferência da coxa e diâmetro de células.

E, curiosamente, ele não encontrou diferença nessas medidas. O que ele encontrou foi aumento no número de filamentos de actina ao redor de cada miosina, aumento na concentração de miosina e diminuição da distância entre os filamentos de miosina.

Esse último resultado fez ele sugerir que os filamentos de miosina ficaram mais empacotados (aumentou a densidade), conforme ilustra essa figura abaixo, que está no artigo original dele. Veja como a figura da direita mostra as miosinas (círculos maiores) mais próximas das actinas (círculos menores).


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E isso bate bem com a discussão que eu fiz no post sobre Hipertrofia Muscular: Só Sabe o Conceito Quem NÃO Pensa Demais. Lá eu disse que é fisicamente possível aumentar a densidade e massa sem aumentar o volume muscular.

>> Parece que antes, em 1962, Jonas Bergstrom fez um estudo com humanos onde examinou adaptações do tecido muscular esquelético ao treinamento de peso. Mas infelizmente eu não consegui acesso ao artigo. Nem mesmo ao resumo. E o que Roberts et al. (2023) falaram sobre o estudo dele não permite ter clareza como o estudo foi feito.

>> Em 1972, aproveitando-se a técnica de coloração da atividade da ATPase miosínica que havia sido recém proposta, Gollnick et al. compararam as características de fibras musculares de levantadores de peso, atletas de corrida e não treinados.

E, como esperado, viram que os levantadores de peso possuíam miofibras maiores. Entretanto, era um estudo transversal, o que sempre gera margem para dúvida, inclusive porque nessa época os anabolizantes já faziam sucesso.

>> Depois veio um estudo bem conduzido, feito por Thorstensson e Cols, em 1976. Tudo indicava que o gol sairia do 'paper' deles. Esse estudo envolveu treinamento de força progressivo em humanos com reps até ou perto da falha (3 séries de 6 reps), 3 vezes por semana, por 8 semanas (n = 14; jovens de 19 a 31 anos). E olha o que aconteceu:

O treinamento chegou a aumentar a força em 67%, mas, estranhamente, a circunferência da coxa e principalmente a ‘área de secção transversa’ de fibras musculares NÃO foram modificadas pelo treinamento. Como é possível?

Uma possibilidade que vejo é que os miofilamentos podem ter ficado mais empacotados. Mas é uma especulação minha, pois os autores não mediram isso. O que os autores efetivamente mediram, e que fortalece minha tese, foi o seguinte:

Usando uma estimativa a partir de medidas de um isótopo específico do potássio, eles concluíram que a massa magra e a massa muscular total aumentaram.

Ou seja, aumentou a massa, mas não o volume. Isso estaria alinhado com a minha tese e com os resultados de Penman (1970), que contei acima.

Caso o estudo do Jonas Bergstrom, que eu não tive acesso, não tenha sido o primeiro a mostrar relação direta entre treinamento com peso e hipertrofia muscular humana, então o estudo de Thorstensson e Cols (1976) pode ter sido o primeiro a mostrar que o treinamento de força aumentava massa muscular. Mas...

...Perceba que aumentou a massa muscular, mas não o volume! E hipertrofia se mede pelo volume. Pelo menos essa é minha defesa (leia depois meu post).

Se a gente considerar volume como medida correta da hipertrofia, então teríamos chegado a 1976 ainda sem evidência incontestável de que o 'treinamento com peso causa hipertrofia muscular esquelética humana'.

Penman, primeiro, e depois Thorstensson e Cols, poderiam ter feito o gol, mas a bola bateu na trave.

Parece mentira que demoramos tanto para cientificamente provar a relação causal entre 'treino com peso > hipertrofia muscular esquelética humana'. Algo aparentemente óbvio há milênios.

Segundo Roberts et al. (2023), ainda no finalzinho da década de 1970 surgiram alguns estudos confirmando essa relação tão procurada. Mas eu não vou dar o troféu para ninguém, pois há sempre o risco da gente errar. Inclusive Roberts et al. (2023) citam um estudo que teria mostrado tal relação, mas eu lí o artigo citado e não vi o que dizem ter visto.

Mas, para finalizar a história, sei que do final da década de 1970 até hoje tivemos um acúmulo enorme de estudos mostrando relação incontestável entre treinamento com peso e hipertrofia muscular.

E como o papel da ciência é refinar o conhecimento, somos testemunhas que isso verdadeiramente ocorreu. Hoje dominamos bem as estratégias para aumentar massa muscular. Inclusive já participei de um curso de hipertrofia junto com competentes nutricionistas. Ficou de altíssimo nível. Mas o curso não vende ilusões. Só verdades.

E, para concluir, se você deseja aprender a julgar a qualidade metodológica de artigos científicos e a força da recomendação dos resultados, apresento meu livro:

Em tempos de desinformação massiva e de tantos falsos experts, distinguir evidências reais das falsas é tanto emancipador quanto vital. Esse livro ensina a julgar a qualidade da evidência e a força da recomendação de qualquer artigo científico da área da saúde.

O livro oferece um sistema estruturado e didático, com:

Livro Tomada de Decisão Baseada em Evidência - Wellington Lunz

Modelo de Julgamento: um sistema quantitativo de notas (0 a 100%) em paralelo a um sistema qualitativo (muito baixo, baixo, moderado, alto e muito alto).

Separação Estruturada: um framework claro para avaliar o nível de evidência com base em 13 quesitos metodológicos, e o grau de recomendação com base em 9 quesitos formais.

Ferramenta Prática (Checklist/Planilha): O conteúdo está associado a uma planilha gratuita que orienta no julgamento da qualidade da evidência e na força da recomendação (e ainda serve como checklist).

Script para Inteligência Artificial: fiz um script para a IA ChatGPT poder julgar o nível de evidência e o grau de recomendação. Embora a IA não deva substituir o julgamento humano final, ela facilita a compreensão e diminui a chance de erro humano, pois o script foi projetada para que a IA explique a razão das notas dadas a cada quesito.

E se você quiser ver o uso prático, passo a passo, da aplicação do meu livro, acesse o post: Polilaminina: NÃO há Evidência de Cura de Paraplégicos ou Tetraplégicos. A polilaminina envonvel outra história para ficar bem de olho.

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E se quiser citar essa postagem, pode ser mais ou menos assim:

Lunz, W. Hipertrofia muscular: Quanto você sabe? Ano: 2024. Link: https://www.wellingtonlunz.com.br/post/historia-da-hipertrofia [Acessado em __.__.____].


professor wellington lunz

Autor: Wellington Lunz é o proprietário desse Blog e do site www.wellingtonlunz.com.br. É bacharel e licenciado em Educação Física, Mestre em Ciência da Nutrição e Doutor em Ciências Fisiológicas. Professor da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) desde 2009.





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