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  • Teste Funcional Para Idosos: Conheça o One-Leg Stand

    Prof. Dr. Wellington Lunz - Universidade Federal do Espírito Santo   O teste One Leg Stand  ( Em Pé Sobre Uma Perna ) é muito simples. Veja como aplicar: Pede-se para a pessoa levantar uma perna ( flexão do quadril, com joelho também flexionado ) e assim permanecer por 30 segundos ou até perder o equilíbrio e colocar o pé no chão. São realizadas três tentativas e o resultado será o tempo máximo que a pessoa conseguir manter-se equilibrada sobre uma perna. Nesse caso, quanto maior for o tempo, melhor! Para idosos mais funcionais, recomendo aumentar o desafio pedindo que façam com olhos fechados. Ao retirar o auxílio visual, o desafio do sistema proprioceptivo aumenta. Importante : não adianta usar testes sem saber a qualidade dos trabalhos científicos que os sustentam. Por isso o/a convido a conhecer meu livro Tomada de Decisão Baseada em Evidência: Como julgar o nível de confiança e o grau de recomendação de artigos científicos na área das ciências da saúde. Clique aqui  e conheça meu novo  livro . Benefícios : (1) Maior autonomia e competência no julgamento da evidência científica; (2) Maior segurança nas decisões pessoais e profissionais; (3) Maior poder contributivo para equipes multidisciplinares; (4) Maior valorização dos pares, clientes e pacientes.  Prof. Dr. Wellington Lunz Há vários outros testes para se avaliar a funcionalidade de pessoas idosas. Recomendo a leitura do meu post Quais os Testes para Avaliação Funcional de Idosos? para conhecer outros. Autor : Wellington Lunz   é Doutor em Ciências Fisiológicas e Professor Associado da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) desde 2009. Contato pelo site, e-mail:  welunz@gmail.com. br

  • Teste Funcional Para Idosos: Conheça o Tandem Stand Test

    Prof. Dr. Wellington Lunz - Universidade Federal do Espírito Santo   O teste Tandem stand test  ( teste de equilíbrio em linha ) é bastante simples de aplicar. Veja: Por e 'Tandem'   é difícil traduzir, porque é um tipo de bicicleta com dois ou mais assentos alinhados; ou também uma espécie de veículo puxado por dois cavalos ‘em linha’. A ideia tem a ver com ‘linha’ ou ‘alinhado’. Nesse teste a pessoa deverá colocar um pé exatamente na frente do outro, onde o calcanhar de um pé é posicionado na frente do outro pé, de forma que o calcanhar toque os dedos do segundo pé. O examinador ajuda a pessoa a conseguir assumir a posição. O teste começa quando o examinador permite que a pessoa mantenha essa posição sozinha. O tempo será encerrado se a pessoa movimentar o pé ( perder a posição ), ou se precisar apoiar-se no examinador, ou se cumprir o tempo máximo do teste, que é de 10 segundos. O resultado será o tempo, e, obviamente, quanto maior esse tempo melhor será! Detalhe: Pode-se permitir até 3 tentativas, e usar o tempo médio como resultado. Importante : não adianta usar testes sem saber a qualidade dos trabalhos científicos que os sustentam. Por isso o/a convido a conhecer meu livro Tomada de Decisão Baseada em Evidênci a: Como julgar o nível de confiança e o grau de recomendação de artigos científicos na área das ciências da saúde. Clique aqui  e conheça meu novo  livro . Benefícios : (1) Maior autonomia e competência no julgamento da evidência científica; (2) Maior segurança nas decisões pessoais e profissionais; (3) Maior poder contributivo para equipes multidisciplinares; (4) Maior valorização dos pares, clientes e pacientes.  Prof. Dr. Wellington Lunz Há vários outros testes para se avaliar a funcionalidade de pessoas idosas. Recomendo a leitura do meu post Quais os Testes para Avaliação Funcional de Idosos? para conhecer outros. Autor : Wellington Lunz   é Doutor em Ciências Fisiológicas e Professor Associado da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) desde 2009. Contato pelo site, e-mail:  welunz@gmail.com.br

  • Teste Funcional Para Idosos: Conheça o Functional Reach (teste de alcançar)

    Prof. Dr. Wellington Lunz - Universidade Federal do Espírito Santo   O Functional reach  ( teste de alcançar ) é um teste bastante simples e seguro. A pessoa avaliada é posicionada ao lado de uma parede, sem tocar a parede. Os pés paralelos, ombros em 90º e cotovelos estendidos. A posição inicial deverá ser marcada na parede. Pede-se então que a pessoa incline o tronco para frente, mantendo o braço estendido, sem retirar o calcanhar do chão e sem perder o equilíbrio. A distância entre a primeira e a segunda marca será o resultado. Três tentativas são permitidas, e deve-se considerar a média das três medições. O alcance de maiores distâncias significa melhor resultado. Embora a descrição possa parecer difícil, mas é bem simples. Se precisar, busque na internet por vídeos que possam te auxiliar. Aliás, mantive o termo em inglês para que você possa ter mais facilidade de encontrar vídeos na internet. Importante: não adianta usar testes sem saber a qualidade dos trabalhos científicos que os sustentam. Por isso o/a convido a conhecer meu livro Tomada de Decisão Baseada em Evidência: Como julgar o nível de confiança e o grau de recomendação de artigos científicos na área das ciências da saúde.   Clique aqui  e conheça meu novo  livro . Benefícios : (1) Maior autonomia e competência no julgamento da evidência científica; (2) Maior segurança nas decisões pessoais e profissionais; (3) Maior poder contributivo para equipes multidisciplinares; (4) Maior valorização dos pares, clientes e pacientes.  Prof. Dr. Wellington Lunz Há vários outros testes para se avaliar a funcionalidade de pessoas idosas. Recomendo a leitura do meu post Quais os Testes para Avaliação Funcional de Idosos? para conhecer outros. Autor : Wellington Lunz   é Doutor em Ciências Fisiológicas e Professor Associado da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) desde 2009. Contato pelo site, e-mail:  welunz@gmail.com.br

  • Câncer Intestinal: Relato do Meu Próprio Caso

    Prof. Dr. Wellington Lunz Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) Como é receber o diagnóstico de um tumor no intestino ao ser uma pessoa com: >> histórico de prática de exercícios físicos. >> jamais fumou. >> nunca foi obeso. >> alimentação saudável ( mestrado em Nutrição e esposa Nutricionista ). >> ingestão alcoólica apenas social ( e durante a maior parte da vida não ingeriu ). >> sem parentes de primeiro grau com o mesmo tipo de tumor. >> adulto de meia idade ( 46 anos ). Eis o meu caso! Um tumor retossigmoidal, ocupando 2/3 da luz do intestino, com indicativo, por 3 distintos médicos, de cirurgia para retirar o tumor ( retossigmoidectomia ) e reconectar as partes saudáveis ( anastomose intestinal ). Vou relatar minha história e fazer recomendações, porque, como criador e divulgador de conhecimentos, ela pode te ajudar direta ou indiretamente. Vou narrar em 5 tópicos: (1) O susto do diagnóstico (2) (Re)Programação psicológica (3) Preparação para a cirurgia (4) Recuperação pós-cirúrgica (5) Rede de apoio. O Prof Wellington Lunz recomenda o Instituto Afficerre de Nutrição. Agende sua consulta, mentoria ou consultoria. (1) O susto do diagnóstico  – são ~45 mil novos casos de câncer colorretal por ano no Brasil. Fiz uma estimativa sobre a chance de um brasileiro adulto desenvolver um câncer intestinal, e deu ~0,02%. Como pessoas com as minhas características ( fisicamente ativo, magro, não fumante, boa alimentação ) costumam ter pelo menos 50% menos chance de ter um câncer colorretal, estimo que minha chance seria de no máximo 0,01%. E nem estou considerando o fato de eu estar num espectro etário baixo ( 46 anos ). O único fator contra mim é o ‘estresse’, em especial de algumas fases mais sofridas da vida. A pior delas certamente foi ver/conviver com uma das filhas tendo que enfrentar 10 cirurgias nos primeiros 2 anos de vida. Praticamente todas as cirurgias na coluna ou cabeça. Costumo dizer que cirurgia é onde os ‘pais choram e os filhos não veem’. Mas, supondo 0,01% de chance, eu fui um sorteado entre 10 mil homens adultos. Muito azar? Bom, depende de como olhamos para o fato. A chance de ganhar na Mega-Sena é de ~1 em 50 milhões, e creio que a maioria dos brasileiros acredita que ganhará um dia. Do contrário, não apostariam na Mega-Sena. A chance de cair durante uma viagem em um avião comercial costuma ser de ~1 em 1 milhão. E acho que as pessoas têm mais medo e acreditam ter mais chance de cair de avião do que de desenvolver um câncer intestinal. Por outro lado, 0,01% é 500 vezes menor que os 5% que aceitamos de erro alfa para caracterizar um ' acontecimento muito improvável ' na ciência. Eu jogaria na loteria sempre que minha chance fosse de 5%. E jogaria com razoável frequência se fosse 1 em 10 mil. Em resumo, penso que desenvolver um câncer colorretal não é algo tão improvável para desconsiderarmos. De fato, o câncer intestinal é o segundo mais frequente no Brasil. A boa notícia, e eu já sabia disso, é que quando descoberto antes de metástase, a chance de cura é alta ( >90% ). Por isso, que meu maior susto não foi pelo tumor no intestino, mas pela consciência de que poderia ser apenas a ponta do iceberg. Ou seja, meu grande temor era de que um exame de imagem, como a tomografia computadorizada ( TC ) ou ressonância magnética, mostrasse metástases. E esse temor foi a única coisa que me deixou doente por uns 5 dias. Meu sistema imune deprimiu. Cheguei a desenvolver, pela primeira vez na vida, uma foliculite, descoberta e tratada por nossa excelente dermatologista. Uma doença tipicamente causada por bactérias oportunistas. Por isso, uma das notícias mais felizes de minha vida foi quando o laudo da TC disse não existir outro tumor ( ao menos detectável pela técnica ) além do já conhecido. E aqui uma das principais razões para eu fazer esse post: algumas pessoas podem questionar, como alguém com tantos fatores de proteção teve um tumor desses? Eis a importância de se entender Ciência. Estudos não são todos iguais. Quando estudos de associação, que são os mais habituais na epidemiologia ( ex: coortes, caso-controle, transversais ), encontram que tais fatores ( variáveis ) estão associados a menor chance de cânceres, não se deve interpretar que tais variáveis impedem a chance de desenvolver cânceres. Um mantra científico bem conhecido diz: " association is not causation " ( associação não é causa ). Clique aqui  e conheça meu novo  livro . Benefícios : (1) Maior autonomia e competência no julgamento da evidência científica; (2) Maior segurança nas decisões pessoais e profissionais; (3) Maior poder contributivo para equipes multidisciplinares; (4) Maior valorização dos pares, clientes e pacientes.  Prof. Dr. Wellington Lunz E a vida nos prega peças. Coincidentemente, meu mestrado foi exatamente investigando o efeito do exercício físico na carcinogênese colorretal, mas de ratos Wistars. Concluí em 2006. E o que meu estudo ( Lunz et al., 2008 ) mostrou foi que exercitar com intensidade moderada diminuía a chance de lesões pré-neoplásicas, mas não impedia totalmente. E esse resultado, de um estudo experimental, converge com os estudos de associação. E por que alguns fatores protegem, mas não impedem? Provavelmente porque tanto os fatores causais quanto os fatores de prevenção dos cânceres são multifatoriais. As interações dessas múltiplas variáveis ainda não são modeláveis com precisão. Há quem defenda que nenhum câncer seja exatamente igual ao outro, mesmo sendo na mesma pessoa. A coisa é muito complicada. Talvez um dia a ciência descubra tudo, mas ainda estamos longe. Aliás, um artigo publicado em 2017 na revista Science concluiu que ~67% das mutações que levam aos cânceres são resultados de erros aleatórios durante a replicação do DNA ( Tomasetti et al., 2017 ; clique aqui se quiser uma reportagem com linguagem simples ). Ou seja, sendo aleatório, não temos qualquer controle sobre isso. Não é culpa nem dos comportamentos da vítima, nem da genética de seus pais. Mas, olhando para os resultados do meu e de muitos estudos, eu poderia reformular a pergunta: ‘será que se eu não tivesse tantos anos de exposição a fatores de proteção, eu não estaria agora diante de mais tumores no intestino?’. Ou, pior, com metástases pelo corpo?  Talvez eu tenha sido protegido em até 33%. O que sei é que não se pode fazer interpretações simplistas. Raramente há resposta simples para um problema complexo. Diante de tudo isso, deixo algumas dicas nesse tópico: - Não despreze sinais e sintomas : tive a sorte de um sangramento fecal insistente ( vários dias ), e, por isso, marquei uma consulta com meu coloproctologista. Mas há alguns meses eu já percebia alguns desconfortos intestinais. Eu associava a mudanças induzidas pela idade. Eu poderia até ter ido um pouco antes. Sei que a colonoscopia identificou o tumor. E a indicação mais comum para iniciar o rastreamento via colonoscopia é aos 45 anos. Se é seu caso, considere fazer. E se houver casos na família, deve-se iniciar antes. Lembre-se: 2/3 dos cânceres podem ser aleatórios, e ninguém é tão imaculado para fugir desse acaso. Apenas 1/3 poderia depender de comportamentos e hereditariedade. - Exame de imagem para descartar metástases . Meu gastroenterologista, indicado por um grande amigo, foi quem pediu a TC. Caso seu médico não peça, insista por uma TC ou ressonância, em especial no abdomem e tórax, que são os sítios mais comuns de metástases induzidas por câncer colorretal. A ideia é estudar melhor o tumor e descartar outros tumores. É uma fase dura. O laudo pode demorar uns 5 dias. Nesses dias, como já disse, eu fiquei doente. Então, faça rapidamente o exame. - Não duvide dos fatores de proteção : não faça interpretações simplistas como os tão presentes terraplanistas e antivacinas costumam fazer. O conhecimento produzido pela ciência é elaborado, e sua precisão aumenta com o acúmulo de conhecimentos. Dizer, por exemplo, que germes não existem porque não se consegue vê-los a olho nu, conforme afirmou ( em 2019 ) o atual secretário de defesa do presidente norte-americano, é uma potente idiotice. (2) (Re)Programação psicológica - uma das melhores decisões da minha vida foi me dedicar mais as leituras das áreas de filosofia e psicologia. Não só a elas, mas as destaco porque uma das coisas que mais tem me ajudado a lidar com situações duras como essas é exatamente um conhecimento que une filosofia e psicologia. Alguns séculos antes de Cristo, os filósofos estoicos se debruçaram sobre uma questão que, hoje, milênios depois, tem lotado consultórios de psicologia. Trata-se da ‘ ansiedade exagerada ’. A ansiedade excessiva realmente adoece qualquer um. As chamadas doenças psicossomáticas são uma realidade, porque a forma como pensamos afeta o organismo. Certa vez fiz um post intitulado Sua mentalidade pode mudar sua fisiologia? , onde dá uma dimensão dessa integração ‘psico-soma’. Na época do estoicismo, após muita reflexão, eles descobriram a causa da ansiedade. E, claro, uma vez sabendo-se a causa, fica mais fácil gerenciar as coisas. E essa causa é tão simples, conhecida há milênios, que me assusta o fato da maioria das pessoas não saber. A fonte de toda ansiedade está na nossa incapacidade de controlar um evento futuro . Por isso que muitos costumam dizer que a ansiedade é uma preocupação sobre algo que não existe. Afinal, está no incontrolável futuro. Se analisarmos sob a ótica da lógica temporal, podemos afirmar corretamente que jamais temos controle sobre eventos futuros. Entretanto, há eventos futuros que intuitivamente interpretamos como 100% controláveis. Por exemplo, eu sinto que posso daqui a alguns segundos ou minutos caminhar, sentar, deitar, levantar da cadeira, tomar um café ou um copo de água, etc. São eventos no futuro, mas intuitivamente sentimos que são controláveis. O problema são os eventos que interpretamos e sentimos que não são controláveis. Eles é que causam ansiedade. Você talvez fique ansioso devido à prova da disciplina de um dado professor ou professora. Mas se o/a professor/a lhe desse o gabarito vários dias antes da avaliação, você ficaria ansioso? Antes de defender uma dissertação ou tese, você certamente ficará ansioso/a. Mas será que você ficaria ansioso/a se a banca julgadora já tivesse emitido sua nota e um certificado de aprovação antes da defesa? Certamente não ficaria ansioso/a em relação à banca julgadora. Talvez ainda fique por não conseguir controlar o julgamento da plateia. Mas aí é outra coisa. Acho que já me fiz claro. Os estoicos descobriram que a forma de não ficar ou pelo menos diminuir a ansiedade é focar apenas no que você tem controle. E esse pensamento estoico serviu de base para uma terapia psicológica bem-sucedida, chamada de terapia cognitivo comportamental (TCC). A diferença é que a TCC tem base empírica, com comprovação científica e, obviamente, foi melhorada a partir dos resultados acumulados dos estudos. Mas é uma ideia muito similar: ‘foco naquilo que se tem controle, e desfoco daquilo que não se pode controlar’. E num caso como o diagnóstico de um tumor, o que está no nosso controle? Penso que estudar bem o assunto para tomar as melhores decisões ( ex: qual a melhor cirurgia? Há 3 técnicas hoje ), escolher a melhor equipe clínica e hospital possíveis, se preparar fisicamente para a cirurgia e para o pós-cirúrgico, entre outros. Claro que sei que a maioria não tem o privilégio de um plano de saúde. Mas tenho um caso na família que, graças a um convênio do SUS com um hospital referência no Brasil em oncologia ( Hospital Santa Rita – Vitória-ES ), teve acesso a uma equipe e estrutura espetaculares. Há vários anos enfrentou dois tumores, e hoje está viva e saudável, perto dos 70 anos.   Aliás, os religiosos têm uma vantagem comparada a pessoas como eu ( agnóstica ), pois costumam entregar a Deus tudo aquilo que não está sob seu controle. E isso é algo muito positivo. Certamente diminui a ansiedade. Sei que não adianta lamentar ou focar no que não temos controle, como, por exemplo, no tumor já estabelecido. Num mundo de incertezas, o poder que temos é escolher onde colocamos nossa atenção e esforço. Óbvio que não é algo fácil, pois não se muda a mentalidade do dia para a noite. É um processo. É um treinamento. E não é infalível, tanto que, apesar do meu treinamento nisso, adoeci com o fato de não ter controle sobre o resultado da TC. É como um filósofo ( André Comte-Sponville ) que gosto muito descreveu: ‘ nenhum estoico normal ficará indiferente quando a incontrolável morte lhe retirar uma pessoa amada ’. Sinto que fui bem-sucedido em focar nas coisas controláveis. Tanto que consegui concluir meu período de aulas mantendo a mesma entrega e energia docente de sempre. Concluí orientação de trabalho de conclusão de curso, participando da banca, como se eu não estivesse doente. Ninguém percebeu qualquer tristeza ou preocupação. A ansiedade não me dominou. E nem estou preocupado se precisarei de quimioterapia. Essa decisão médica virá após análise laboratorial do tumor. Mas, se não tenho controle, não me cabe. Depois, dependendo da decisão, passo a me concentrar no que terei controle. Alguns poucos estudantes, pelo acaso das conversas amistosas nos intervalos, ficaram sabendo do meu caso. E aproveito para agradecer carinhosamente a energia positiva e orações que me dedicaram. Também aproveito para agradecer a sensibilidade da minha chefia e coordenação imediata. Por isso, a principal dica desse tópico é: ‘concentre-se em fazer o melhor possível em tudo que tenha controle, e evite ao máximo pensar no que não está sob seu controle’. (3) Preparação para a cirurgia : quem me acompanha aqui no Blog sabe que eu faço e recomendo treinamento físico para estar mais preparado para situações atípicas, como essa que motivou este post. Manter-se magro ( obesidade aumenta o risco de insucesso da cirurgia ), alimentar-se bem, não fumar, etc. É principalmente por isso que me considero um ativista do aumento da força e da massa muscular. Ter mais força e mais massa muscular significa criar uma reserva para aumentar a chance de sucesso ao se enfrentar desafios como este. Não esqueço o clássico estudo ‘ Dallas Bed Rest and Training Study ’, conduzido em 1966. Esse estudo mostrou que jovens de 20 anos, que ficaram apenas 20 dias acamados, tiveram perdas tão significativas do desempenho cardiovascular, que foram equivalentes as perdas de ~30 anos de envelhecimento natural. No ano 2000 foi publicado um estudo com delineamento similar para avaliar o que ocorreria com a massa muscular durante 20 dias acamado ( Kawakami et al., 2000 ). Viu-se perda média de ~10% de área de secção transversa ( estimativa de massa muscular ) de músculos do quadríceps nesses 20 dias. É muita coisa! Tais estudos, e muitos outros, dão uma dimensão do efeito da imobilização que normalmente ocorre numa internação hospitalar. Há clara associação entre perda de massa muscular e mortes. Sugere-se que o limite fisiológico de perda de massa muscular estaria entre 40% e 50%. Perder mais massa muscular que isso significa 'morte'. A quimioterapia, por exemplo, é bastante agressiva à massa muscular. E quem mais perde massa muscular tem menos chance de sobreviver a um câncer ( Blauwhoff-Buskermolen et al., 2016 ). O músculo é protetor e é o maior órgão do corpo ( ~40% do peso corporal ). Já fiz alguns posts falando da importância do aumento da massa muscular. No post Por que devemos aumentar a massa muscular? mostro como o músculo, via produção de miocinas, age em praticamente todos os órgãos do corpo. No post O que EMAGRECE é o músculo, estúpido! mostro como o músculo gera resistência à obesidade. E no post Musculação protege seu CORAÇÃO mostro como o treinamento de força, principal técnica para aumento da massa muscular, protege o coração. Embora não esteja claro quanto dessa proteção se deva ao ganho de massa muscular, é um benefício que se obtém durante o processo. Portanto, é preciso chegar numa cirurgia e eventual quimioterapia com reserva de capacidade física e de massa muscular.  É interessante que praticamente todos que souberam do meu caso manifestaram que eu me recuperaria muito bem porque eu era forte e jovem. Ser jovem ou não, é sorte. Mas ser forte e com reserva muscular é opcional. Eu tenho a feliz sorte de ser casado com a Nutricionista Elaine C. Viana ( Mestre e Doutora ), que é certamente uma das mais competentes em Nutrição Clínica desse planeta. Possui quase duas décadas de experiência com pacientes de cirurgia bariátrica, que, como você sabe, sofrem grandes alterações gastrointestinais. Adiciona-se à minha sorte o fato de sua sócia, Fernanda Semião, ter muita experiência com Nutrição Oncológica. Ambas são sócias no Instituto Afficere , o qual sempre divulgo por aqui ( veja e clique no banner abaixo ). Elas não precisam da minha divulgação. Divulgo espontaneamente porque acredito demais em suas competências, o que está totalmente alinhado ao interesse deste Blog, que é sempre ajudar seus leitores. O Prof. Wellington Lunz recomenda o Instituto Afficere de Nutrição. Agende sua consulta, mentoria ou consultoria. Graças a elas, uma semana antes da cirurgia, passei a ingerir uma suplementação específica para deixar o corpo totalmente nutrido. E, como contarei daqui a pouco, foi fundamental. A propósito, voltei ao cirurgião três dias após minha alta hospitalar, e ele classificou minha recuperação como bem acima da expectativa. Não foi por acaso. Então, por tudo que é mais sagrado : 'não renuncie a uma ( ou um ) competente Nutricionista se tiver que realizar uma cirurgia do aparelho gastrointestinal'. É loucura renunciar! E tem que acionar já bem antes da cirurgia. Se precisar, faça contato com Elaine e Fernanda. Elas também atendem online. Outra dica: mantenha-se mais recluso quando estiver com a data da cirurgia marcada, pois uma virose pode impedir que a cirurgia seja realizada. E quem tem um tumor, tem pressa de se afastar dele. (4) Recuperação pós-cirúrgica - essa separação entre ‘preparação para a cirurgia’ e ‘recuperação pós-cirúrgica’ é mais didática que prática, pois estão completamente conectadas. A recuperação inicia-se na preparação. Não tenho domínio do conhecimento clínico, mas, como paciente, senti que minha recuperação seria muito mais difícil sem as escolhas que fiz antes da cirurgia ( e não me refiro só às escolhas de curto prazo ). Logo após a cirurgia, diferente da maioria dos pacientes, que tendem a ficar constipados, eu tive 48h de diarreia intensa, de basicamente água e sangue. Fiquei fraco. Perdi totalmente o apetite. Não ingeri praticamente nada nos três dias de internação hospitalar. O que me ajudou a segurar a onda certamente foi a nutrição pré-cirúrgica. Além disso, o hospital foi um desastre no acompanhamento nutricional. Esse acompanhamento nutricional pós-cirúrgico também é fundamental, porque a dieta precisa evoluir de líquida > pastosa > sólida. E, depois da alta hospitalar, precisa ser uma dieta mais laxativa, pois há um intestino costurado dentro do corpo. Há ainda todo um cuidado por uma alimentação sem risco de infecção. Ou seja, não é de qualquer jeito. A coisa é muito séria. Outra coisa que aconteceu, e que só fiquei sabendo dentro do olho do furacão, é que a anestesia raquidiana tende a impedir nossa capacidade de esvaziar a bexiga voluntariamente. É algo desesperador. Você vai sentindo as dores que te fazem ir ao banheiro, e simplesmente não consegue esvaziar a bexiga. Aí é necessário fazer sondagem uretral, que, no meu caso, foi bem dolorido. Essa incapacidade durou aproximadamente 48h. Assim como na preparação, mantenha-se mais recluso. Em caso de visitas, use máscara, pois uma virose que te faça espirrar pode colocar tudo a perder. Durante um espirro fazemos muita força abdominal, e isso pode romper os pontos cirúrgicos. O mesmo cuidado vale para os vômitos, pois cada vômito é um risco às suturas ( pontos ). Então, tome remédios antieméticos até se sentir confiante. (5) Rede de apoio - sempre dei mais valor às qualidades de minhas relações que à quantidade. Numa época em que engajamento e número de seguidores em redes sociais parecem certificadores do nosso valor humano, esse conselho de focar mais na qualidade se torna ainda mais importante. Familiares mais próximos e amigos/as valorosos/as é que estarão com você nesse momento. São eles/elas que entregam o precioso tempo da vida deles/as para pernoitar com você no hospital, para cuidar de seus filhos enquanto está hospitalizado e, tão ou mais importante, deixarão claro que você é valioso e que sua presença é muito querida. Isso nos fortalece muito. Que sentido teria viver sem a sensação de que temos algum valor? Me lembro do Prof. Cortela falando algo sobre o luto que se aplica aqui. Disse ele que a gente não se conforma quando perde alguém amado, mas o abraço fraterno das pessoas queridas nos conforta ( dar força ). A gente não se conforma em ter um tumor no corpo, mas podemos ser confortados. E deixo este post público também em homenagem a tanta gente que me ajudou diretamente, ou ofereceu ajuda e me confortou. Torço que meus leitores não precisem passar por isso, mas, para o caso de um revés, terei prazer em indicar os excelentes profissionais que me ajudaram aqui em Vitória-ES. Basta fazer contato comigo. Então, amiga e amigo, é isso... Obrigado por ler até aqui. E se você gostou, compartilhe com colegas e amigos/as ou em suas redes sociais . E quem quiser receber as novas postagens deste Blog, basta clicar aqui para se inscrever na Newsletter . Lembrando que, por ora, escrevo mais sobre hipertrofia muscular . Este post de hoje é um 'post fora da curva'. Lunz, W. Câncer intestinal: relato do meu próprio caso . Ano: 2025. Link: https://www.wellingtonlunz.com.br/post/superando-o-cancer-de-intestino [Acessado em __.__.____]. Clique aqui e acesse videoaulas no ' Canal Prof. Wellington Lunz'. Acesse outras postagens do blog : Como emagrecer com musculação? BIMAGRUMAB: medicamento para obesidade que reduz GORDURA e aumenta MASSA MAGRA Lamento, mas SUPLEMENTOS servem para praticamente nada. Autor : Wellington Lunz   é o proprietário desse Blog e do site   www.wellingtonlunz.com.br . Tem se dedicado em transmitir conhecimentos baseados em evidências em diferentes áreas do conhecimento (ex: hipertrofia muscular, treinamento de força, musculação, fisiologia do exercício, flexibilidade). É bacharel e licenciado em Educação Física, Mestre em Ciência da Nutrição e Doutor em Ciências Fisiológicas. Atualmente é Professor Associado na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Contato pelo site ou e-mail:   welunz@gmail.com.br

  • Vamos correr 250 km por semana durante 20 semanas seguidas?

    "(...) E o resultado mais intrigante foi que o gasto energético total (GET) nos primeiros 5 dias de corrida foi de ~ 6202 kcal/dia. Mas na semana 20 esse GET caiu ~ 20% (1224 kcal/dia), ficando em torno de ~4906 kcal/dia." Prof. Dr. Wellington Lunz - Universidade Federal do Espírito Santo   Que tal correr 250 km por semana, durante 20 semanas seguidas? Isso dá aproximadamente 6 maratonas (42,2 km) por semana, durante aproximadamente 5 meses seguidos. Acredite, há pessoas que fazem isso! Trata-se da ‘ Race Across the USA ’ (RAUSA). São quase 5 mil km! Os/as atletas cumprem essa distância entre 100 a 140 dias (14 a 20 semanas). Embora a ‘prova’ em si permite horas de discussão, com diferentes olhares, o que eu quero hoje é apresentar minha interpretação sobre um estudo (esse > Thurber et al., 2019 ) que se interessou em investigar o gasto energético (GE) e o comportamento desse GE em alguns atletas que disputaram essa prova. O estudo foi publicado numa prestigiada revista: Science Advances . Interessante dizer que usaram uma amostra de apenas 6 atletas para medida do GE total (GET), e apenas 3 atletas para medida do GE basal (GEB). Usaram água duplamente marcada para medir o GET, que é considerada padrão ouro. E o resultado mais intrigante desse estudo foi que o GET nos primeiros 5 dias de corrida foi de ~ 6202 kcal/dia. Mas na semana 20 esse GET caiu ~ 20% (1224 kcal/dia), ficando em torno de ~4906 kcal/dia. Mas como isso é possível? Há um conhecimento clássico que estabelece que a ‘distância’ é o fator mais determinante para o GE da CORRIDA. Ou seja, se você correr nas velocidades de 10 km/h ou 20 km/h, o GE será similar para uma mesma distância (ex: 1 km). A única diferença, nesse caso, é que quem correr mais rápido cumprirá a distância num tempo menor (chegará antes). Particularmente uso uma lógica simplificada para facilitar os cálculos, que é mais ou menos assim: 1 kcal x Kg peso x km Clique aqui  e conheça meu novo  livro . Benefícios : (1) Maior autonomia e competência no julgamento da evidência científica; (2) Maior segurança nas decisões pessoais e profissionais; (3) Maior poder contributivo para equipes multidisciplinares; (4) Maior valorização dos pares, clientes e pacientes.  Prof. Dr. Wellington Lunz Como tenho 75 kg, significa que meu GE na corrida é de 75 kcal para cada quilômetro. Isso apenas é válido para percursos no plano. Quando há inclinação é necessário usar equações mais complexas, pois exige uma correção. Esse artigo que estou trazendo usou uma equação levemente diferente dessa minha: 0,934 kcal x Kg peso x km Ou seja, em vez de usar ‘1’ eles usaram ‘0.934’. Essas equações variam um pouco dependendo do estudo originário. Mas estou explicando essa lógica toda para dizer que 42,2 km no primeiro dia deveria gerar o mesmo GE que 42,2 km no último dia de prova. Mas não foi o que aconteceu... na verdade o GE seguiu uma forte relação logarítmica negativa (r ao quadrado = 0,98) com a duração do evento. Isso significa dizer que começou com GE alto, caiu rapidamente nas primeiras semanas, e depois de algumas semanas se manteve estável até o final. Mesmo após os autores terem corrigido pelo peso corporal e distância diária, pois ambos mudaram durante esse longo evento, o GET continuou reduzido em ~596 kcal/dia na semana 20. Ou seja: ‘ Houve ajustes metabólicos para reduzir o GET? ’ O organismo se adaptou para gastar menos energia? Para os autores, a resposta é SIM. Mas... ...Mesmo artigos publicados na Science não estão livres de questionamentos. E há uma coisa muiiiito esquisita, que claramente foi omitida pelos autores (ou eu não entendi o estudo). Vou colocar abaixo a Figura 2 do artigo para você entender. Essa figura divide o GET nos seus componentes, que são: >> A taxa metabólica de repouso (sigla BMR, na figura) >> Efeito térmico do alimento (sigla TEF, na figura) >> Exercício físico, que nesse caso foi a ‘corrida’ (sigla RUN, na figura) E, repare, que eles colocaram uma sigla chamada OTHER. Já voltarei nisso. Mas antes, olhe as duas colunas que estou apontando com setas pretas. Apenas essas colunas nos interessa, pois refere-se ao GET medido (observado). Repare nessas duas colunas que o componente que mais sofreu alteração foi o OTHER. Repare também que o GE da corrida e o BMR mudaram pouco. Isso significa que a explicação do ‘tal ajuste energético’ não parece ser uma adaptação nem da CORRIDA e nem da BMR (taxa metabólica de repouso). A explicação está, portanto, no OTHER. Mas o que é esse OTHER? Pois é, os autores omitiram essa discussão. Na minha interpretação, esse OTHER é explicado principalmente por aquilo que tem sido chamado de NEAT ( Non-exercise activity thermogenesis ). E 'o que é o NEAT?’ Trata-se do GE induzido principalmente por atividades físicas rotineiras, como caminhar em casa, levantar do sofá, escovar os dentes, lavar louças, arrumar a cama, etc... atividades que não entram como exercício físico, mas que geram GE. Mas os autores não fizeram correção do GE pelo OTHER. Se tivessem feito, muito provavelmente não restaria quase nada para dizer que houve adaptação na corrida. Ou, se houvesse, seria insignificante. Após essa correção pelo OTHER, a diferença seria de, talvez, 100 a 200 kcal... E, nesse caso, 100 a 200 kcal poderiam até ser explicados por coisas como 'economia de corrida'. Mas ainda podemos questionar outra coisa: Será que nas últimas semanas esses atletas não teriam caminhado parte do trajeto? Na caminhada o GE para uma mesma distância parece ser quase a metade do GE da corrida (ver Rubenson et al., 2007 ). O que eu creio que aconteceu foi que nos primeiros dias de corrida, esses atletas deviam ter um NEAT maior que nas semanas posteriores. Ou seja, depois de algumas semanas de prova, os atletas possivelmente usavam a maior parte do tempo ‘pós corrida’ para descansarem o máximo possível. Afinal, são ~42 km diários por várias semanas. É insano! Realmente não acredito que os autores tenham deixado passar isso por puro deslize. É um resultado muito claro. Salvo melhor juízo e melhor interpretação, o que vejo é omissão para vender a narrativa que interessava aos autores. Também não sei como revisores não pediram essa correção pelo OTHER, porque estava claramente apresentado na figura. Em resumo : Após tudo isso, não acredito que tenha havido adaptação energética à medida que as semanas passaram (e se houve, foi bem pequena). Não saio convencido! Até a próxima postagem! Acesse outras postagens do blog : Por que não consigo ganhar massa muscular? Qual a causa da Obesidade? E o que o modelo carboidrato-insulina tem com isso? Como é morar e trabalhar de ‘personal trainer’ na Europa? Um pouco da minha experiência na Holanda . Autor : Wellington Lunz   é o proprietário desse Blog e do site   www.wellingtonlunz.com.br . Também tem um canal no YouTube : ( youtube.com/@prof.wellingtonlunz )   onde transmite conhecimentos baseados em evidência de diferentes áres (ex: hipertrofia muscular, treinamento de força, musculação, fisiologia do exercício, flexibilidade). É bacharel e licenciado em Educação Física, Mestre em Ciência da Nutrição e Doutor em Ciências Fisiológicas. Atualmente é Professor Associado na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Contato pelo site, e-mail:   welunz@gmail.com.br

  • What are the Tests for Functional Assessment of Elderly People?

    “The tests that will be presented: Five-repetition Chair Stand, Timed Up and Go, One-leg Stand, Functional Reach, Tandem Stand Test, American Alliance for Health Physical Education Recreation and Dance ( AAHPERD ), BERG Balance Scale, Performance -Oriented of Mobility Assessment ( POMA ), Short Physical Performance Battery, WHODAS 2.0 ( World Health Disability Assessment Schedule ), and a few more.” Prof. Dr. Wellington Lunz - Federal University of Espírito Santo Today I will talk about several tests that evaluate different components of the lives of elderly people, with an emphasis on functional aspects, which obviously includes the physical aspect. So let's go! Regarding physical assessment, the most important components are balance, strength, endurance, and functionality ( functionality is the most important, but it depends on the items that precede it ). There are many validated tests to assess these components, and it is also possible to create other specific tests to test the functionality of the elderly person within their routine or family and community context. For example, the elderly person’s ability to sit down and get up from a chair, sofa, or bed can be assessed. They can lie down on the floor without assistance and then stand up without assistance again. Their gait pattern can be assessed ( a ‘shuffling’ gait is dangerous as it increases the risk of tripping and falling ). They can assess whether they have the strength to carry household objects, whether they can reach objects above their heads, or whether they can put on shoes or tie their laces. They can assess whether they can catch a ball thrown from different distances. Test proprioception by asking the person to flex their hips ( with their knees also flexed ) and lift one leg off the ground. This test is basically the One Leg Stand , which I will mention shortly, and which is sometimes referred to in some scientific studies as the 'adapted Trendelenburg sign  or test '. You can also increase the challenge by asking the person to do this with their eyes closed. But be careful! Consider the person's level of fragility. We recently made this adaptation in a scientific study ( not yet published ), with eyes open and closed. We realized that it is not very challenging for trained young people, but for untrained adults, an association has been found between worse results in this test and younger biological age. Since we have, through life and professional experience, an intuitive notion of what performance should be in these tasks that I mentioned, including the kinematic aspects, such initiatives will already help a lot in making decisions. But there are also validated tests. The main importance of these tests is to allow comparison with reference values ​​( when available ), or with the values ​​presented by one or more scientific articles that have used a sample similar to the elderly person you are evaluating. Among the many tests, I will highlight: Five-repetition Chair Stand, Timed Up and Go, One-leg Stand, Functional Reach, and the Tandem Stand Test . In advance, I would like to take this opportunity to give a more concrete example of comparison: If the person being evaluated is a woman between 60 and 79 years old, you could compare the results obtained in these 5 tests above with those presented by Hauser et al. (2020) . They used a sample of 190 women in this age group. In other words, this allows you to get an idea of ​​the expected value for the person being evaluated. The tests I mentioned above ( and others that I will mention later ) are usually easy to conduct. These 5 tests are explained in the article by Hauser et al. (2020) , but they can also be easily found on the internet. However, if you choose to search on the internet, be very careful with the source! Look for a reliable source. In any case, I will also now describe how they should be applied: ( 1 ) Five-repetition chair stand ( standing up and sitting down 5 times from the chair ): this is one of the most well-known tests. From a sitting position in a straight-backed, armless chair ( for safety, the chair should be against a wall) , the person must do five repetitions of standing up and sitting down in the chair. The person's arms will be crossed in front of the body so that they cannot use their arms to assist in the movement. The person should be asked to do the test as quickly as possible. The result will be the total time. And, of course, the shorter the time, the better! Prof Wellington Lunz supports and recommends the Afficere Institute. Schedule your nutritional consultation. ( 2 ) Timed Up and Go ( Timed Task ): from a seated position in a chair, give the person a command to stand up and walk a distance of 3 meters, turn around, go back, and sit down again. The person should perform the test once to familiarize themselves, then perform two more attempts. The result will be the average time of the last two attempts. You should also pay attention to the kinematic characteristics ( e.g., execution pattern ) so that you can assess the autonomy of this task. NOTE: The person cannot run, and the shorter the time, the better! It is interesting to note that worse results in this test are associated with a higher risk of falling. In a study conducted by Alexandre et al. (2012) with people over 60 years of age, the best cutoff point for predicting falls was 12.47 seconds ( sensitivity = 74% and specificity = 66% ). There are other cutoff point recommendations for elderly people over 65 years of age, such as: <20 seconds = low risk of falling; 20–30 seconds = moderate risk of falling; ≥ 30 seconds = high risk of falling ( see Costa et al., 2011 ). Since falls are very debilitating and increase the risk of death in elderly people, while preventive interventions are relatively simple, it seems more sensible to use the lower cutoff point ( e.g., 12.47 s proposed by Alexandre et al., 2012) , and thus start interventions ( e.g., physical training, restructuring of the domestic space ) that can reduce the chance of falling. ( 3 ) One Leg Stand : the person is asked to lift one leg ( hip flexion, with the knee also flexed ) and remain in this position for 30 seconds or until they lose balance and place their foot on the floor. Three attempts are made, and the result will be the maximum time that the person can remain balanced on one leg. In this case, the longer the time, the better! ( 4 ) Tandem stand test : the person must place one foot exactly in front of the other, where the heel of one foot is positioned in front of the other foot, so that the heel touches the toes of the second foot. The examiner helps the person to assume the position. The test begins when the examiner allows the person to maintain this position on their own. The time will end if the person moves their foot ( loses the position ), or if they need to lean on the examiner, or if they reach the maximum time for the test, which is 10 seconds. The result will be the time, and obviously the longer the time, the better! Note: up to 3 attempts can be allowed, and the average time will be used as the result. ( 5 ) Functional reach : The person is positioned next to a wall, without touching it. Feet parallel, shoulders flexed at 90º, and elbows extended. The starting position should be marked on the wall. The person is then asked to lean their torso forward, keeping their arm extended, without lifting their heel off the floor and without losing their balance. The distance between the first and second marks will be the result. Three attempts are allowed, and the average of the three measurements should be considered. Although the description may seem difficult, it is quite simple. Search the internet for videos that can help you if you have any questions. In this test, reaching greater distances will mean better results. There are many other tests in the literature designed to assess different aspects ( e.g., risk of falls, functionality, disability, sociability, etc. ). Among these many, I will highlight the most common ones. One of them is the American Alliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance ( AAHPERD ) test battery. This battery assesses the functional fitness of elderly individuals through five physical tests. It is a test that also has normative values ​​ ( Benedetti et al., 2013 ) . Another is the BERG Balance Scale. In fact, it is one of the most widely used tests in the clinical/hospital environment. Although it is not free from criticism, there are cutoff points for the risk of falls. Another test used to predict falls is the Performance-Oriented Mobility Assessment ( POMA ), also known as the Tinetti Scale. In addition to balance tasks, this test assesses gait kinematics ( height, length, and symmetry of steps ), which is quite interesting. There is also the Short Physical Performance Battery, which assesses balance, gait speed, and lower limb strength (for strength, they use the Five-repetition chair stand test, which I mentioned earlier). There is also the Modified Physical Performance Test and the Fugl-Meyer Balance Subscale. An article that discusses these last tests that I just mentioned ( from the BERG Scale to here ) is by Costa et al. (2011) . This article is exciting for anyone who wants an introduction to the subject. Finally, it is worth highlighting another instrument: WHODAS 2.0 ( World Health Disability Assessment Schedule ). It is an instrument proposed by the World Health Organization for ‘assessing disability in activities and participation’. By 2019, WHODAS 2.0 had already been translated into 47 languages ​​and dialects. The tool is presented in three versions: one with 36 items, a summarized version containing 12 items, and a combined version ( 12+24 items ) ( Ferrer et al., 2019 ) . Prof Wellington Lunz supports and recommends the Afficere Institute. Schedule your nutritional consultation. Some very positive aspects of WHODAS 2.0 are: 1) It is a question-and-answer questionnaire. In other words, it is very easy to apply and can be applied in any environment; 2) It analyzes different dimensions of activities and social participation and how much these influence the well-being and functionality of the elderly; 3) In 2019, normative values ​​were published with a Brazilian sample, which facilitates comparison and expands the applicability of the instrument ( Ferrer et al., 2019 ) ; 4) There is an association between the worst scores on the WHODAS and the worst scores on the Timed up and go test ( Ferrer et al., 2019 ) . This suggests that the WHODAS can also predict falls. Finally, there is nothing stopping you from associating this questionnaire with other tests, such as the Timed Up and Go itself. This could give you more information about the disabilities and capabilities of the elderly. Now, to conclude… There are several other possible tests. Some are more challenging, such as the FMS ( functional movement screen ) and the Y-balance. These are not specific tests for the elderly, but I would recommend them to less fragile people, whose motor skills you want to monitor over the years. The FMS involves 7 movements, but there is nothing stopping you from using just some of these movements. The Y-balance is simpler and is also widely used by many groups. Anyway, all of this can be easily found in scientific papers, but if you have any difficulty, you can contact me via the ‘Contact’ section on the website ( www.wellingtonlunz.com.br ) or by email ( welunz@gmail.com ). Also, get in touch to share any other interesting tests that you may know. And in the next post, I will complement the subject with ‘anamnesis and prescription of strength training’ for older people. See you in the next post!   Access other blog posts : Drogas, Renato Cariani, Polícia Federal e Fitness... Uma salada danada! Quais os benefícios do treinamento de força para pessoas mais velhas? Sarcopenia: Como conceituar, avaliar e frear? Author: Wellington Lunz is the owner of this blog and the website www.wellingtonlunz.com.br . He also has a YouTube channel: ( youtube.com/@prof.wellingtonlunz ) where he shares evidence-based knowledge from different areas (e.g. muscle hypertrophy, strength training, bodybuilding, exercise physiology, flexibility). He has a bachelor's degree in physical education, a Master's degree in nutrition science, and a PhD in Physiological Sciences. Furthermore, he is currently an Associate Professor at the Federal University of Espírito Santo (UFES). Contact via the website or email: welunz@gmail.com.br

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